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  • PROJETO DE INTERIORIZAÇÃO DO ARQUIVO PÚBLICO DO PARANÁ

    Projeto de Interiorização   



    O Projeto de Interiorização do Arquivo Público do Paraná é uma expansão do já instituído Programa de Gestão de Documentos (PGD), que busca orientar servidores públicos municipais - que trabalham com diversos tipos de documentação - sobre a forma mais adequada de preservar e organizar acervos documentais.


    Os objetivos deste projeto são: possibilitar a organização dos documentos públicos no âmbito da Administração Pública Municipal do Estado do Paraná; garantir o acesso às informações entre a instituição pública e os cidadãos; contribuir para a constituição e a preservação da memória municipal e promover a transparência dos atos do Poder Público por meio da documentação. Ao promover uma gestão documental, também proporciona elementos necessários para apoiar no processo decisório no que concerne a questões legais.


    O projeto de interiorização alcançou 34 prefeituras do Estado do Paraná, onde procurou realizar diagnósticos individualizados acerca da realidade de cada município em relação à organização de seus arquivos públicos. Foram identificados pontos em comum e feitas orientações de procedimentos, entre os quais: formação de Comissão Setorial de Avaliação de Documentos; organização e estruturação física do arquivo municipal; critérios de adequação dos recursos humanos e do espaço físico; possibilidade de criação de um Arquivo Geral para o município; orientações quanto ao processo de digitalização de documentos; orientações técnicas arquivísticas.



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  • Catálogo de fontes sobre a saúde pública do Paraná é lançado por meio do Governo Digital



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    Documentos e informações históricas sobre a saúde pública do Paraná se encontram disponibilizados para pesquisa no Governo Digital, portal de serviços do Governo do Estado. Um dos frutos do projeto “Rede Paranaense de Preservação da Memória da Saúde Pública do Paraná (Rede Memória)” foi o arrolamento de documentos referentes à saúde pública do Paraná que integram o acervo do Departamento Estadual de Arquivo Público, que gerou um catálogo de fontes da Secretaria de Estado da Saúde.
    O Catálogo, que tem o objetivo de ser um instrumento de pesquisa e facilitar o acesso à documentação concernente à saúde pública, pode ser acessado pela internet, tanto pelo www.governodigital.pr.gov.br, como pela página do Departamento Estadual de Arquivo Público: http://www.arquivopublico.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=61.

    PROFISSIONAIS E SANITARISTAS – A Rede Memória é um importante instrumento para preservação da história e das memórias dos profissionais que trabalharam na saúde pública do Estado em uma época com poucos recursos e marcada, inclusive, pela escassez sanitária.
    Coordenador do projeto dentro da Secretaria de Saúde, Marcio José de Almeida, destacou que o Estado pode utilizar os materiais do arquivo para consultar campanhas sanitárias realizadas em décadas passadas e ajudar a melhorar as estratégias de saúde. De acordo com ele, os hospitais e outras unidades administrados pela pasta também podem fazer a preservação de sua memória.

    MEMÓRIA PÚBLICA - Para o coordenador do Governo Digital, Marco Aurélio Barbosa, o portal pode se tornar uma importante ferramenta de manutenção da memória pública, facilitando o acesso da população aos arquivos do Estado. “A ideia é disponibilizar o acesso aos catálogos, trabalhos e estudos que são produzidos pelo Governo do Estado”, disse.

    PRESENÇAS – Participaram da solenidade a diretora do Arquivo Público do Paraná, Maria da Graça Simão; o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz; o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd; as historiadoras do Arquivo Público, Marina Braga Carneiro, Rosalice Carriel Benetti e o arquivista Gilberto Martins Ayres.




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  • Idosos conhecem Arquivo Público

    Visita ao DEAP


    O Arquivo Público do Paraná recebeu na manhã desta sexta-feira (20 de outubro) um grupo de frequentadores do Centro de Atendimento à Terceira Idade do Boa Vista, de Curitiba. Eles foram convidados para conhecer o trabalho dos técnicos e servidores do órgão no Dia do Arquivista, em um evento chamado Uma Manhã no Arquivo – De Volta para o Passado.

    “Este é um local onde se preserva a memória, salvaguardando-a para gerações futuras”, anunciou o arquivista Gilberto Martins Ayres. Os visitantes foram recebidos por alguns servidores trajando roupas de época e puderam acompanhar várias etapas do trabalho de preservação, conheceram a biblioteca e sala de pesquisa e apreciaram documentos e fotos relacionados à história do Paraná, entre outras atividades. “A ideia é abrir espaço cada vez maior para grupos que normalmente não frequentam o Arquivo”, disse a diretora Maria da Graça Simão.

    A aposentada Isolda Lange Santos, de 73 anos, não conhecia o local que guarda mais de 41 milhões de itens documentais. Ela já está agendando um retorno para pesquisar a história de sua família, particularmente do pai, Paul Lange. “Muita coisa da família não está bem contada”, afirma. “O Arquivo Público vai ajudar bastante para tirar dúvidas.”

    O pai foi soldado alemão e, devido a ferimentos de guerra, elevado a oficial. Acabou vindo ao Brasil para se casar com a futura mulher que tinha conhecido na Alemanha. Quando Isolda tinha sete anos, ele foi preso em União da Vitória, onde trabalhava em açougue, e ficou um ano e meio no Presídio do Ahu, em Curitiba. “A família não sabe o porquê, mas agora abriu a possibilidade de encontrar uma resposta nos arquivos que estão aqui”, diz Isolda. Paul faleceu logo depois de sair da prisão.

    Quem também quer voltar a visitar o Arquivo Público é Emir Dias, de 78 anos. “Vou trazer outras pessoas que sei que vão gostar muito”, afirma. “Eu não tinha nem ideia de como era aqui e, depois de visitar, posso dizer que é tudo bom.” O Arquivo Público do Paraná tem 162 anos e foi o segundo criado no País, atrás apenas do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.

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  • Projeto organiza memória da Saúde Pública no Paraná

    A Rede Paranaense de Preservação da Memória da Saúde Pública do Paraná foi lançada no dia 05 de setembro, em Curitiba. O projeto organiza objetos históricos e outras fontes de memória relacionados à saúde paranaense com o objetivo de preservar, registrar e contribuir para o desenvolvimento de pesquisas e produção de conhecimento.

    A iniciativa é da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) em parceria com a Secretaria da Administração e da Previdência, por meio do Departamento Estadual de Arquivo Público (DEAP), e da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC). “Esse é um importante esforço coletivo que vai preservar a memória da saúde em nosso Estado e também vai servir como uma importante ferramenta para obtenção de informações e definição de políticas e programas no futuro”, destaca o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

    A importância do Rede também foi destacada pelo coordenador do Sistema Estadual de Museus da Secretaria de Estado da Cultura, Renato Carneiro. “Ao contrário do que muita gente imagina, um arquivo não é só um lugar de armazenamento. Ele também é um lugar de conservação e de difusão dos conhecimentos que ali estão. Portanto, é necessário que esses documentos preciosos sejam disponibilizados a todos. É a democratização da informação para as futuras gerações”, fala.

    A parceria entre os órgãos do Governo busca variados tipos de arquivos que estão dispersos e sem registros. Alguns são transferidos para o acervo do DEAP, que possui condições de infraestrutura e técnica para a manutenção adequada, mas a maioria é mantido nos locais onde se encontram, mas com novas condições físicas e com a orientação técnica adequada.

    Servico anti-rabico

    ACESSO – A ideia é promover uma cultura de preservação e ter um espaço de memória em todas as unidades da SESA. “Pode ser uma pequena sala, um arquivo ou, até mesmo, um simples armário. O que importa é ter esses objetos e documentos bem armazenados e disponíveis para consulta de quem tiver interesse”, comenta o idealizador do projeto e coordenador da Rede Memória Saúde Pública, Márcio Almeida.

    “Passamos os últimos quatro meses realizando visitas técnicas nas unidades da SESA para fazer um levantamento dos documentos com valor histórico que estão nesses locais. Alguns foram transferidos para o Arquivo Público e podem ser acessados e outros ainda vão passar por restauro”, explica a integrante do projeto e coordenadora da Divisão de Documentação Permanente do DEAP, Marina Braga Carneiro.

    São arquivos referentes a campanhas de vacinação e a serviços de combate a doenças, como a raiva, por exemplo. “Conforme o pesquisador tenha necessidade, pode vir até o Arquivo Público e, cumprindo os requisitos como o uso de luvas para manuseio e fotografia sem flash, é possível acessá-los e também encomendar a digitalização de partes específicas do documento", complementa Marina.

    MEMÓRIA – Tudo começou com a criação de um Centro de Documentação e Memória da Saúde Pública na Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP). O projeto que, até então, era uma pequena sala dentro da ESPP foi ampliado para que pudesse abranger mais espaços da Secretaria estadual da Saúde.


    higienizacao

    Além da Escola, o Hospital Colônia Adauto Botelho, em Pinhais, também já possui um espaço de memória. “Quando me tornei diretor, tive acesso a todos os locais do Hospital e encontrei diversos materiais sendo destruídos pela ação do tempo e perdendo seu valor histórico. Isso faz parte da história da psiquiatria no Paraná e preservá-la é nossa responsabilidade”, diz o diretor da instituição, Osvaldo Tchaikovski Junior.

    O local atualmente possui uma sala acondicionada que recebe visitas guiadas para explicar a história da saúde mental no Estado. No evento de lançamento da Rede, o Hospital Adauto Botelho foi homenageado pelo pioneirismo da ação, que começou em 2011 e foi inaugurada em outubro de 2014.

    “Parece contraditório à primeira vista, mas organizar o passado tem tudo a ver com o futuro da saúde pública. Com essas memórias preservadas e com essas bases históricas conhecidas, a saúde futuramente tem bem mais chances de dar certo”, finaliza Marcio Almeida.

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