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162 ANOS DO ARQUIVO PÚBLICO DO PARANÁ

18/04/2017

“A retomada do projeto Coleção Pontos de Acesso reafirma a importância da instituição, não apenas como espaço de preservação do patrimônio documental, mas também como lugar de pesquisa, onde se conserva, registra e constrói a memória da sociedade”, disse a secretária de Estado da Administração e da Previdência, Marcia Carla Pereira Ribeiro. O Departamento de Arquivo Público é uma das unidades vinculadas à secretaria.
Segundo a diretora do Arquivo Público, Maria da Graça Simão, a Coleção Pontos de Acesso tem o objetivo de divulgar fontes de pesquisas primárias que estão sob a custódia do órgão. “O objetivo é contribuir efetivamente para o desenvolvimento de estudos sobre a formação da identidade paranaense e reafirmar a importância da instituição arquivística”, ressaltou a diretora.
“O Arquivo Público acredita plenamente na importância desta publicação, tanto pelo seu caráter multi e interdisciplinar, quanto por ser uma obra de referência imprescindível para divulgar e proporcionar a devida visibilidade ao seu patrimônio documental, fomentar a pesquisa e a produção de novos conhecimentos e instigar a reflexão acerca de sua própria identidade”, acrescentou.
PARCERIA - O Catálogo de Documentos Referentes a Processos-Crime e Processos Cíveis – Paraná (1850-1859) é o sexto volume da coleção que iniciou em 2002 com o Guia de Fundos do Arquivo. Também estão publicados e disponíveis no site do Arquivo o Catálogo Seletivo de Documentos Referentes aos Africanos e Afrodescendentes Livres e Escravos, o Catálogo Seletivo de Documentos Referentes aos Indígenas no Paraná Provincial 1853-1870, o mesmo Catálogo referente aos anos de 1871-1892, e o Guia de Fontes para a História da Imigração Japonesa no Paraná.
A diretora do Arquivo destacou que no volume que será lançado na comemoração do aniversário da instituição estão descritos e sistematizados 549 itens documentais, referentes a processos criminais e processos cíveis. “Possibilitará desvendar, sob a luz desta rica documentação, a complexidade do contexto histórico que a produziu, particularmente em um período significativo da história da sociedade paranaense – o século 19, pós-independência”, afirmou Maria da Graça Simão.
O acervo do Poder Judiciário, com processos que vão desde o século 18 até o século 20, foi incorporado ao Arquivo em 1986. Alguns anos depois, uma parceria possibilitou a criação do grupo Memória do Poder Judiciário Paranaense, composto por estudantes de História e Direito da Universidade Tuiuti do Paraná, coordenados pela professora Márcia Elisa de Campos Graf. Eles organizaram, estudaram e sistematizaram os documentos, alguns de difícil leitura, tanto pela escrita quanto pelo mau estado de conservação.
O recorte na década de 1850, que resultou na publicação do Catálogo de Documentos Referentes a Processos-Crime e Processos Cíveis, teve como motivação as transformações ocorridas no período. Entre elas, a abolição oficial do tráfico de escravos, com a Lei Eusébio de Queiroz; a promulgação da Lei de Terras; o início da entrada sistemática de imigrantes; e a criação da Província do Paraná.
EXPOSIÇÃO - A exposição de desenhos no subsolo do prédio, mostra o Arquivo Público na visão sui generis do Urban Sketchers Curitiba. O grupo é formado por pintores, arquitetos, jornalistas, publicitários, ilustradores, designers e educadores que têm o interesse de produzir e compartilhar seus desenhos.
O objetivo é incrementar os valores documental, educacional e artístico do desenho de locação, para que sejam um registro do tempo e do lugar, ao mesmo tempo em que conectam pessoas ao redor do mundo.
HISTÓRIA - O Arquivo Público do Paraná foi criado pela Lei n.º 33, sancionada pelo primeiro presidente da Província do Paraná, conselheiro Zacarias de Góes e Vasconcellos, em 7 de abril de 1855. Denominado "Archivo Publico Paranaense", tinha como finalidade reunir a memória impressa e manuscrita sobre a história e geografia do Paraná.
Hoje, além de reunir mais de 41 milhões de itens documentais, tem a responsabilidade de administrar a política relativa ao patrimônio documental do Estado. Entre os documentos, encontra-se o inventário de bens de um dos fundadores de Curitiba, Baltazar Carrasco dos Reis, datado de 1697, além de um dos mais completos arquivos digitalizados do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), polícia política extinta depois do regime militar, em 1985.
Sua primeira sede foi na Rua XV de Novembro, passando depois para a Avenida Marechal Floriano Peixoto e, desde 1960, fixou-se na Rua dos Funcionários, no Bairro Cabral, em Curitiba.
Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

Fonte: Agência de Noticias do Paraná - AEN

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